Seja você, seja só você – cantou Hebert Vianna.
Muito além de filosofia de porta-de-banheiro-de-buteco-de-quinta, creio que essa frase pode nos fazer refletir um pouco. Assim: ouvi outro dia que é bonito, até nobre mudar de opinião.
Será?
Em quais circunstâncias a opinião foi posta em cheque? Por que vc pensou que a outra opinião pode ser melhor do que a que vc já tinha formada? Baseada em fatos reais/científicos/provas ou apenas um fraco “eu acho que é dessa forma” ou pior: por uma simples questão de acatar alguém. Péssimo. E se: esse alguém for intelectualmente estéril a respeito do assunto? Pior ainda.
Lógico que eu mudo de opinião. Mas, opinião é como calcinha. Pessoal e intransferível. Não a mudo por coação/obediência e muito menos baseada em achismos de alheios. Aliás, isso não seria mudar o que se pensa a respeito de algo, e sim, atestado de fraqueza de pensamentos/atitudes. Falta de hombridade mesmo. E com o risco de em outro momento ter novamente de muda-la.
E ser aberto a novas idéias está muito longe de ser volúvel.
Acho que dá trabalho eu ser somente EU. Não tenho tempo hábil para ser outrem. Antes de “eu ser mais eu” (e sou), eu sou ’só’ eu.
Da mesma forma que sou inspiração para oratórias, me inspiro nas oratórias para os meus posts. Maus exemplos também contam.
E essa é a minha opinião.
ps. Preguiça de fazer revisão pela nova ortografia.


